Acorde pequena criança, acorde cacofonia, acorde pleonasmo, acorde pecado!
Lamba os meus sapatos sangrentos e morda minhas bolas minha pequena criança sorridente,
A voz continua a falar em todas as árvores de concreto que cercam nossa existência vazia e escura,
Todas as rezas, todo o silêncio e toda a histeria de um século calados em uma única estrutura fragilizada que caminha pelas ruas sem roupas e com um enorme fardo nas costas,
Ó nativos! Ó indigentes! Sejam gentis com os garotos da outra rua, não mais os chame de veados nem de bichas,
Eu falo isso, pois a pele destas pobres criaturas está cada dia mais empalidecida e inundada de acne. Claro que a nossa amiga indústria cosmética os ajudará, mas só adiantará até a primeira chuva do meu mais puro esperma cair sobre suas faces inexpressivas e revelar para todos os outros habitantes da Terra que por detrás de tudo há imperfeições, humilhações, estupros e, pedofilia sedutora e abdutora.
Sei que dentro de tantas paredes existe muita coisa morta, muitas tv’s desligadas e romances congelados. Isso é o câncer da sociedade atual. A Besta do Apocalipse, a pressão do meu pau contra seu umbigo traseiro.
Sei também que em meu espírito o governo permanente é sacrificado por todos os meus garotos e garotas, tempo, estradas e cálculos numéricos. Olá, eu estava pensando...
Acorde pequena criança, vamos nadar em minha piscina de água podre, vamos perder nosso tempo assistindo desenho animado e mamando, sim, mamando um ao outro, bem no Reino dos Pintos Angelicais, onde o ouro é a porra e a prata é a merda que você defeca em meus vasilhames de porcelana chinesa.
Linhas Divinas, perguntas e respostas, jornadas de pesadelos, uma pequena dose de arte e lá está você, segurando seus 22 centímetros de pau, sorrindo e me convidando para um passeio pela floresta encantada onde os coelhos são afogados em promessas com cheiro de vinho tinto barato e também onde os grilos nos devoram.
Ó cabeça perfeita! Crie algo espetacular para as pessoas acreditarem em nossa gentileza e comprarem nosso livro, assim escaparemos da morte e poderemos continuar a circuncidar todos os pintinhos dos bebês após masturbações em repúblicas de estudantes, ah, que triste!
Todos esperam pelos nossos ingressos, mas já são 4:47 da madrugada e não posso mais continuar vestido em esta roupa de incesto, me deixe ir e prometo que não contarei aos nossos pais que somos amantes.
Então, aqui estou novamente, no carro, com meus olhos de raios-X, a observar as brigas nos becos sujos dessa metrópole, coçando meu pau até ele se enrijecer o suficiente para o ataque.
Ouço o som da gentileza, cadê minha dose diária de imaginação?
